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Património Histórico

As origens de Vinhais remontam ao período anterior à Idade Média, podendo ainda encontrar-se alguns vestígios das ocupações de povos pré-históricos.

 

Durante a ocupação romana, o local escolhido para residência e vigilância foi o cabeço mais elevado, hoje denominado «Cidadelha».

A ocupação humana do território de Vinhais data de tempos ancestrais, como o comprovam os diversos vestígios arqueológicos existentes no seu termo, no entanto insuficientes para estabelecer um quadro coerente de povoamento.

Os sítios e monumentos relacionados com a Pré-História Recente não abundam. Conhece-se a existência de abrigos, o caso da Lorga de Dine, datada do Calcolítico, alguns monumentos megalíticos, muito destruídos e descaracterizados, o caso das Mamoas do Marcão, localizadas na aldeia de Travanca e um Menir, localizado na aldeia de Sernande. Existem também alguns povoados com datação anterior à Idade do Ferro, o povoado do Castrilhão localiza-se no termo de Rio de Fornos. Foram encontradas, durante escavações arqueológicas, pontas de setas talhadas em xisto e quartzo com datação anterior ao Calcolítico.

Surgem-nos algumas dúvidas quanto à evolução da ocupação do território entre a Pré-História Recente e a Idade do Ferro, embora se possa supor que uma parte dos povoados fortificados deste período seja testemunho de uma continuidade de povoamento, pelo menos desde o Bronze Final. 

A maioria destes povoados fortificados apresenta áreas reduzidas. Possuem estruturas defensivas diversificadas, tais como, muralhas, torreões, fossos e barreiras de pedras fincadas (estas observam-se nos castros localizados no Cerro de Penhas Juntas).

 

No território de Vinhais estão identificados 23 povoados fortificados, destacando-se o Castro da Ciradelha, povoado Proto-Histórico, fortificado de grandes dimensões.

A romanização deste território, por volta de 25 a.C., tem um impacto profundo na rede de povoamento Proto-Histórica. 

O povoamento baseado no povoado fortificado, quando não continuado no contexto da ocupação romana, foi substituído por uma rede hierarquizada de “habitats” em que se incluem vici, masiones (ex. a Modorra de Vila Verde), aldeias, villae, casais e povoados mineiros (o caso do Pinheiro Velho).

A partir do século I / II d.C., estes povoados fortificados foram perdendo a sua importância. A necessidade de terrenos mais férteis fez com que as populações se deslocassem do cimo dos montes para os vales onde havia melhores terrenos agrícolas.

 

Da passagem desses povos restaram-nos alguns vestígios: um tesouro monetário na Vidueira, a cerca de 1,5km para Norte de Vinhais, um Marco Miliário romano de Soeira, que se encontra depositado no Museu Abade de Baçal em Bragança, e a passagem por estas terras da Via Romana XVII, nas imediações da Vila de Vinhais, Via essa que ligava dois importantes conventus juridicus: Bracaraugusta (Braga) a Astúrica (Astorga em Espanha).

2017  Parque Biológico de Vinhais